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Por Thiago Sousa / 29 de Julho, 2015

Ela sempre reclamava que meninos não tinham coração, mas seu olhar sempre focava naquele que não lhe dava a mínima atenção.

 

Ela reclamava que não conseguia esquecer aquele canalha, mas guardava a fotografia dos dois juntos sorrindo (um momento raro) em um porta retrato lindo que dizia "Te amarei pra sempre".

Ela reclamava com as amigas que eles nunca ligavam, mas chamava de grudento aquele que ligava todos os dias pra dar bom dia; e esperava até de madrugada a chamada daquele que nunca ligou.

Ela falava que todos os homens eram iguais, mas nunca olhava para um outro tipo de homem a não ser aquele que a turma julgava legal.

 

Ela reclamava que nunca aparecia um homem ideal, mas achava pequenos defeitos naqueles que a amavam e colocava no pedestal aqueles que nem ligavam.

 

Ela reclamava que homens só eram cavalheiros até levá-la para cama e depois viravam uns babacas, mas nunca tentou conhecê-los antes de se entregar à paixão que nela queimava.

 

Ela reclamava que só os safados tinham pegada, mas nunca passou por sua cabeça que aqueles que ela julgava não ter pegada, na verdade tinham. A diferença é que a respeitavam.

 

Ela reclamava até dos filmes de amor, por acreditar que vendiam algo impossível no mundo real, mas nunca deu a mão e caminhou ao lado daquele cara legal.

 

Ela reclamava que os meninos só a faziam chorar, mas nunca valorizou os sorrisos dados junto àquele que realmente a amou.

 

 

Ela reclamava que homens só viam o corpo e não entendiam sua alma, mas colocava um short curtinho para se sentir valorizada.

Até que um dia ela percebeu que para o amor acontecer bastava se doar e viver junto a alguém com o mesmo propósito.

 

Percebeu que seria preciso aceitar esse alguém como ele fosse, pois não adiantaria escolher alguém na esperança de que algum dia ele fosse mudar.

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