

Por Thiago Sousa / 29 de Outubro, 2015
No início você precisa do auxílio das famosas e confortáveis rodinhas. Com o tempo elas são retiradas, mas ainda é necessário a ajuda de alguém em quem confie, essa pessoa lhe guia, ensina e empurra para o seu grande desafio..

Você cai diversas vezes. Se machuca, chora e sorri.
Porém sempre existe um sorriso e uma mão para lhe levantar.
Até que descobre o equilíbrio.
Se sente independente e alcança seus limites. A confiança começa a fazer parte do seu dia a dia. Seu principal pensamento é correr, se tornar o melhor, ser veloz, alcançar os que estão na frente então você cai e cai mais vezes. Essas quedas lhe deixam marcas e feridas.
Até que a confiança da lugar ao medo.
O prazer em andar de bicicleta não existe mais.

Ou talvez você entenda que cair faz parte e o melhor de tudo, independente das quedas é sentir o vento em seu rosto e as belezas do caminho por onde anda.
Ou aprende que ser veloz não significa ser o melhor e que chegar primeiro não lhe torna um campeão.
Ou descobre que a direção é mais importante que a disputa.

Em certos momento é preciso dividir a bicicleta com outro alguém e para que de certo, você vai entender que é preciso manter a mesma direção que a pessoa, caso contrario os dois vão para o chão.
Já no final as rodas se tornam diferentes, você necessita novamente daquela pessoa para lhe auxiliar. Provavelmente não a mesma que lhe ensinou a andar, mas alguém que conquistou nesse caminhar.
