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Por Thiago Sousa / 27 de Julho, 2015

Em 1955 às 16h de um dia chuvoso, nasceu James Thompson, o bebê mais risonho e bochechudo do mundo.

Aos 10 anos de idade, James descobriu que podia ver seu futuro e, com o tempo, foi percebendo que não poderia mudá-lo, caso visse ele mesmo virando a rua à direita, não conseguia virar para a esquerda; tentou isso durante anos até que um dia desistiu. Aceitou o fato de não ter livre arbítrio, seguia tudo o que já estava escrito e já tinha visto, era como um passageiro em sua própria vida.

 

Conheceu Ellen, a menina do sorriso fácil, depois que ela se mudou para a cidade com os pais e alugou a casa ao lado.

Ele, com 15 anos, já sabia que Ellen seria a primeira menina a beijá-lo e se tornaria seu único e grande amor, via as promessas que iria fazer e as diversas vezes que seria incapaz de cumpri-las. Ao olhar nos olhos doces de Ellen, sabia a dor que iria sentir quando ela declarasse que o amor havia acabado depois de 10 anos juntos, sabia que seriam anos incríveis antes da dor e restava ao mesmo aproveitá-los.

Como muitos nesta vida, James frustrou-se, chorou; mas como nenhum de nós, ele sabia o que iria passar e tinha data certa para isso acontecer. Nunca mais foi capaz de amar alguém como amou Ellen, mas casou-se com Susan, por quem tinha um carinho e admiração enormes; com ela teve dois lindos filhos, Patrick e Alice.

Com seus 85 anos, James deu uma entrevista para o The New York Times, no dia e na hora já previstos por ele. Nesta ocasião, suas palavras ecoaram pelo mundo como a brisa mais suave, e em forma de reflexão todos foram capazes de parar, mesmo que por alguns segundos, suas vidas corridas.

 

James suava e tremia, depois de um minuto parado pensando na primeira pergunta feita por Marc Lucas, o repórter mais popular da época, ele respondeu em tom de desabafo:

Continua

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